Sistema binário Introduçãozinha / Edição de HTML

Introdução:

Os computadores trabalham com um sistema incrível, que utiliza apenas dois valores para manipular qualquer informação. Isso quer dizer que todas as operações que o computador faz, desde permitir-nos a escrever um simples texto até jogar jogos 3D são realizados utilizando apenas dois valores, que por convenção são os dígitos “0” (zero) e “1” (um). Mas como isso é possível? Como o computador consegue dar andamento a todos os seus processos utilizando apenas os dígitos “0” e “1”? Como que isso tudo funciona na prática? Será que dentro de um processador ou em um CD/DVD veremos, literalmente, uma fileira de “0s” e “1s”? É exatamente isso que veremos nessa pequena série de artigos.

O que é binário?

De forma geral, binário é um sistema que utiliza apenas dois valores para representar suas quantias. É um sistema de base dois. Esses dois valores são o “0” e o “1”.

Daí podemos concluir que para 0 temos desligado, sem sinal, e para 1 temos ligado ou com sinal.

Vale ressaltar que o sistema que utilizamos diariamente é o sistema de base dez, chamado também por base decimal. Esse sistema utiliza os algarismos indo-arábicos, que são: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, e 9.

Nós seres humanos fomos “treinados” para trabalhar com a base decimal. Ela é a ideal para nós. Mas, para os computadores a base binária é a ideal.

Nos computadores esses zeros (“0s”) e uns (“1s”) são chamados de dígitos binários ou somente bit (conjunção de duas palavras da língua inglesa binary digit), que é a menor unidade de informação dos computadores. Dessa forma, tanto faz dizer dígito “0” e dígito “1”, ou, bit “0” e bit “1”.

Formação de informações / O caractere.

São esses bits que formam qualquer informação, porém, um bit sozinho não faz nada, é apenas um sinal qualquer. Para que os bits possam realmente formar uma informação, precisam ser agrupados, reunidos. Esses grupos podem ser de 8, 16, 32 ou 64 bits.

8 bits

10100110

Apesar de parecer ser um sistema limitado, agrupando bits é possível fazer uma infinidade de representações. Vamos pegar como exemplo um grupo de 8 bits (tabela a seguir), onde é possível fazer as seguintes representações para os números decimais:

Tabela 01: Caracteres alfanuméricos e seus equivalentes em binário

Números Decimais


Código Binário

0=00000000

 1=00000001
  2=00000010
  3=00000011
  4=00000100
  5=00000101
  6=00000110
  7=00000111
  8=00001000
  9=00001001

 10=00001010
 11=00001011
12=00001100

13=00001101
14=00001110

Na tabela 01 os números decimais estão representados em grupos de oito bits. Mas, acontece que, como ocorre no sistema decimal, todo zero que estiver a esquerda de dígitos binários não valem nada. Por exemplo: o decimal 14 é 1110 em binário, o mesmo que 00001110 ou 000000001110 ou ainda ...0000000000001110.

Como disse, o computador reuni grupos predefinidos de bits (8, 16, 32 ou 64) para formar uma informação, ou seja, um caractere. Um caractere é qualquer letra, número ou símbolo.

10100110 à 8 bits = um caractere qualquer

1 + 1 = ?

Como este assunto é considerado “chato” por muitos estudantes, vamos a uma brincadeirinha. Quanto é 1 + 1?

Bem, todos devem responder “2”.

Mas, eu não disse qual é a base (decimal ou binária). Se for decimal dará 2. E se for binária? Nesse caso dará 10.

Palavra

Agora vou explicar algo importante a saber: o conceito de “palavras”. Na terminologia dos computadores, palavra é um grupo de algarismos binário (bits) que podem ocupar uma localização na memória, e, que podem ser processados de uma só vez, podendo ser um número binário que é para ser manuseado como um dado, ou, uma instrução que diz ao computador que operação deve ser executada. Pode ser também um caractere ASCII representando uma letra do alfabeto, ou ainda, um endereço que diz ao processador onde se localiza um dado.

Existem tamanhos de palavras diferentes, onde cada um recebe um nome, veja:

· 4 bits = NIBBLE (24 =16 variações);

· 8 bits = BYTE (28 = 256 variações);

· 16 bits = WORD (216 = 65.536 variações);

· 32 bits = DOUBLE WORD (232 = 4.294.967.296 variações);

· 64 bits = QUAD WORD (264 = 18.446.744.073.709.551.616 variações).

Para entender melhor, imagine que com palavras de 8 bits, as instruções, os endereços, os números e dados são representados por números binários de 8 bits. Dessa forma o menor número binário é 00000000 (ou 00 em hexadecimal), e, o maior número é 11111111 (ou FF em hexadecimal), o que corresponde de 0 a 256 valores diferentes (variações).

Quanto maior a palavra, maior será o número que se pode trabalhar. Por exemplo: com palavras de 16 bits pode-se trabalhar com números decimais até 65.536. É preciso frisar aqui que apesar de um determinado PC usar palavras de 8 bits, por exemplo, não significa que o processador desse PC ficará restringido a números decimais inferiores a 256. Simplesmente significa que será necessário usar duas ou mais palavras para representar números maiores. Dessa forma é certo dizer que um processador de 32 bits é mais rápido que um de 16 bits, pois, este último será obrigado a dividir números maiores (acima de 65.536) em números menores que sejam possíveis de se manipular com 16 bits, o que levará mais tempo.

Está confuso?

Atualmente os processadores acessam a memória a 64 bits por vez, porém, continuamos a usar o nome BYTE para referir ao tamanho de uma memória.

O correto seria usar “BYTE” para designar o tamanho de uma memória de 8 bits, e, QUAD WORD para memórias de 64 bits.

Mas, qual seria o lado prático disso? Nenhum, e pior, acaba confundindo, pois, imagine ter que usar BYTE para memórias de 8 bits (SIMM/30), WORD para memórias de 16 bits, e assim sucessivamente. Por isso até hoje o usual é o BYTE para designar o tamanho de uma memória.

Na prática

Agora um ponto importante. Como que isso tudo funciona na prática? Será que dentro de um processador ou em um CD/DVD veremos, literalmente, uma fileira de “0s” e “1s”? Não é assim que funciona.

Infelizmente eu já vi muitas publicações fazerem afirmações totalmente erradas, que só servem para confundir a cabeça de quem está aprendendo. Li uma certa vez que se você pagasse um CD-ROM e “ampliasse” a sua superfície de gravação, viria uma série de “0s” e “1s”. Ora, não é assim que funciona.

Em nível de eletrônica, os bits 0 e 1 são representados através de valores de tensão. Por exemplo: o bit 0 pode ser representado por valores entre 0 e 0,3 volts. Já o bit 1 pode ser representado por valores entre 2 e 5 volts. Esses números são apenas exemplos, não estamos afirmando aqui que são exatamente esses valores.

De forma geral, qualquer valor pode ser usado para representar os bits, depende do projeto, da aplicação e da tecnologia empregada. Com o avanço da tecnologia dos computadores, passou a se usar tensões cada vez menores, pois, os dispositivos eletrônicos passaram a trabalhar com tensões menores. Nos computadores são usados valores muito baixos, tais como esses que acabamos de mencionar.

Já o CD/DVD (dispositivos ópticos) armazenam as informações em forma de pequenos pontos denominados Pits e um espaço entre eles denominado Lands, que são interpretados no processo de leitura como “0s” e “1s” (bits).

Era Digital

Em nosso cotidiano é comum ouvir frases do tipo “era digital” ou “sistemas digitais” ou ainda “TV digital”. Mas, o que é digital? Resumidamente, digital é tudo aquilo que pode ser transmitido e/ou armazenado através de bits.

Um dispositivo digital é aquele que utiliza os bits para manipular qualquer tipo de informação (dados).





                                          EDITAR ARQUIVOS HTML




Dr. Cléber Bidegain Pereira


Os arquivos HTML (*) constituem a principal estrutura das homepages e têm facilidades para transitarem na Internet.


É possível editar um arquivo DOC, no Editor de Texto Word, e transformá-lo em HTML. Entretanto, esta prática não é boa se o arquivo destina-se à Internet, salvo se contenha somente textos ou textos e só uma pequena imagem, de tal forma que o tamanho do arquivo não chegue a 1 MB (**).


Editar um arquivo HTML pode parecer um grande mistério, até que se conheçam os mecanismos principais, que não são muito difíceis, e sigam-se algumas recomendações importantes. A finalidade deste escrito é justamente mostrar como é possível, apenas com um pouco de aprendizado, conseguir este intento. Os detalhes, passo-a-passo, encontram-se na homepage da SPO e na minha, onde podemos apresentá-los, com riqueza de informações, graças às possibilidades de múltiplas imagens.


Ressalto, que até há bem pouco tempo atrás, editar um arquivo HTML, realmente, era uma tarefa difícil, possível apenas para os programadores. Agora, o próprio sistema faz a programação automaticamente.
Dois são os principais meios que se prestam para fazer os arquivos HTML. O Front Page, da Microsoft, e Netscape Navegator Compore, Versão 4, da Netscape Co. (**) . As informações, que seguem, são referentes ao Netscape Compouse, Versão 4, o qual utilizo.


Abre-se o Netscape Editor, que é independente das mensagens, no ícone inferior da direita. Depois, clicar no ícone superior bem da esquerda ( New Document ou FILE - NEW DOCUMENT ) o que abre a página para a composição de um novo arquivo HTML. De início, pode-se definir a cor de fundo. É recomendável, pelo menos para os iniciantes, usar o fundo branco, que facilita muito o trabalho. De qualquer maneira, o fundo poderá ser mudado a qualquer momento, usando-se uma das opções da palheta de cores (***).


Definido o fundo, o programa pede que se grave o arquivo. Basta dar-lhe um nome e indicar o local onde se quer gravar. E inicia-se a composição do arquivo, colocando imagens e /ou textos.


Os textos podem ser digitalizados, diretamente, neste mesmo local ou no Editor de Textos Word, ou outro de sua preferência. Se o texto é editado no Word, depois que se tem o texto pronto, passa-se para o Editor do Netscape, usando a memória do computador. Ilumina-se o texto no Word e clica-se em EDIT - COPY ( ou Control + C ). Fecha-se o Word e abre-se o Netscape. Com o cursor no local onde se quer iniciar o texto, clica-se em EDIT - PASTE ( ou Control + V ). O texto digitalizado no Word aparece. Informo que se perdem todos os formatos. É necessário, com limitações, restaurar os formatos, separar os parágrafos e mudar o tamanho e a cor da fonte onde se desejar. Em muitos casos textos são scaneados com o programa que faz a leitura ótica ( OCTR ), levados para o Editor de Textos e depois para o Netscape.


As imagens são inseridas clicando-se, no ícone correspondente, ou em INSERIR - IMAGENS. Aparecerá uma caixa de diálogo, onde se busca a imagem no local em que se encontra.


É necessário seguir alguns requisitos de importância:


1 - As imagens que se pretendem inserir devem estar no mesmo diretório onde se grava o arquivo HTML. Devem estar prontas, recortadas e redimensionadas previamente, conforme instruções, na homepage da SPO e minha, em TRANSMISSÃO DE IMAGENS NA INTERNET (****).


3 - O formato das imagens deve ser JPG ou GIF.


4 - Os nomes dos arquivos devem ter todas as letras, inclusive as indicativas do formato, em minúsculas.


5 - As imagens entram na linha onde está posicionado o cursor, havendo o recurso de posicioná-la na esquerda, centro ou direita.


6 - Mais de uma imagem podem ser inseridas na mesma linha, desde que o tamanho seja adequado. Junto com a imagem, pode-se colocar uma linha de texto, localizada no centro da imagem ou mais para cima ou para baixo. Escolhem-se estas opções iluminando a imagem e clicando-se em PROPRIEDADES.


7 - As imagens não devem ter endereços, pois foram programadas para serem encontradas no mesmo diretório em que está gravado o arquivo HTML. Assim, no local onde aparece o seu nome, junto aparece o endereço delas, este deve ser deletado, deixando-se somente o nome do arquivo.


Os arquivos HTML possibilitam que se criem "links", os quais abrem outros arquivos HTMLs. Para fazer um link, estando no Netscape Editor, ilumina-se uma parte do texto, ou uma imagem, que servirá como link. Clica-se no ícone MAKE LINK ( ícone "corrente" ) e na caixa de diálogo, na pasta "link ", escreve-se o nome do arquivo que deverá ser aberto.


Um número indefinido de links podem ser criados em uma mesma página. E cada uma destas novas paginas podem ter outros links. E é assim que se montam as homepages.


Estes arquivos HTML são gravados em nosso HD. Com o programa CutFTP, a autorização e a senha respectiva, podemos passar os arquivos para o disco de nosso Provedor, afim de habilitá-los a serem transmitidos pela Internet.


O programa CutFTP é muito simples. Depois de abri-lo e colocar a respectiva senha, aparecem de um lado os arquivos que estão em nosso HD e, do outro lado, nosso diretório, com os respectivos arquivos, no disco do Provedor. Basta arrastar os arquivos de um para outro. Recomendação: devem ser transferidos os arquivos HTM e também todos os arquivos das imagens que foram inseridas nele.


Arquivos já editados podem ser modificados em tudo que desejarmos. Neste caso, ao invés de um novo arquivo, abrimos o arquivo que se quer modificar.


Experimente editar um arquivo HTML, verá que poderá faze-lo. Quando conseguir, estará com as portas abertas para transitar com muito mais facilidade pela Internet. São recursos que, em futuro próximo, serão quase que um imperativo em nossas vidas científicas.


Você poderá mandar, pela Internet, seus casos clínicos para debater com colegas, formando Grupos de Estudos virtuais, para os quais não existem distâncias nem datas fechadas para encontros. 

Aparência do vista mais massa q ja ví
http://www.baixaki.com.br/download/vista-theme-para-xp.htm


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